Teoria da Linguagem Cinematográfica e do Audiovisual

 


Teoria da Linguagem Cinematográfica
e do Audiovisual          
                   



Semestre I-2021/Licenciatura


 


Prof. Dr. João Luiz
Vieira  (joaoluizvieira@id.uff.br)


Monitor: Lucas Dos Reis Tiago Pereira


Aulas em formato remoto                    
  Terças-feiras, 18:00 h ás 20:


 


Período letivo: 22/06/2021–
28/09/2021



Aula 1 - Apresentação e boas vindas pelo professor

indicação de ver o filme Cidadão Kane


https://br.video.search.yahoo.com/search/video;_ylt=AwrJ7KKeYNJgy4EAyDnz6Qt.;_ylu=Y29sbwNiZjEEcG9zAzEEdnRpZAMEc2VjA3BpdnM-?p=filme+Cidad%C3%A3o+Kane&fr2=piv-web&fr=mcafee#id=10&vid=c624084c5631f2d4313930f789edcb4f&action=view

ANOTAÇÕES DE AULA 

28.03



A sequencia da morte da Marion, no filme PSICOSE, esta é a sequencia, no meio dela a cena " um conjunto de planos, dotados de uma unidade espaço temporal" 
Acontece na banheira, mas a sequencia começa antes, é um motel, ela veio de carro, ela está na suíte deste local, ela está de combinação, se preparando para o banho, ela roubou e está levando um dinheiro que ela roubou e não sabe como vai esconder..

A sequencia da morte da Marion, tem duas cenas, a cena do quarto e a cena do banheiro, que tem vários planos, principalmente a cena do banheiro.


São partes da sequencia dotadas de uma parte espaço temporal definida..

RESENHA PREPARADA 













 .......


Objetivos 


 


Organizado a partir
de unidades temáticas, o curso investiga os diferentes componentes da chamada linguagem
cinematográfica, 
com ênfase na crítica e no questionamento do porquê uma
forma particular, histórica, cultural e economicamente, constituiu-se como
dominante: a do chamado filme clássico narrativo. Através de aulas
expositivas e da projeção de filmes e fragmentos de filmes, pretende-se, num
primeiro momento, familiarizar o aluno com diferentes elementos estéticos que
compõem a linguagem fílmica materializados no enquadramento e na composição, na
cenografia e direção de arte, na noção de plano, no movimento da câmera, na
angulação, no som e a na cor, no desenvolvimento temporal da imagem, na
montagem, no "ponto-de-vista", na narrativa etc. Simultaneamente,
verificaremos como esses elementos foram combinados na construção de conceitos
e estilos específicos que definiram projetos e desejos de cinema, para
além daquele moldado por Hollywood: os cinemas experimentais, as vanguardas
históricas, os chamados cinemas novos e o cinema moderno, expressões conhecidas
como marginais, independentesas estéticas contemporâneas a
partir do chamado cinema de fluxo e outros procedimentos retóricos que desfamiliarizam
códigos por demais conhecidos. O conhecimento desses elementos retóricos a
partir do exercício de ampliação perceptiva aliada à análise detalhada desses
elementos básicos buscam compreender o cinema e o audiovisual como instâncias
mediadoras de produção de identidades e subjetividades. chamando atenção para a
desnaturalização de um discurso hegemônico, no caso do cinema clássico,
majoritariamente eurocêntrico e promotor de discursos que reiteram a branquitude
tida como norma e padrão. O curso e esta ementa (apresentada aqui também como
uma espécie de guia individual de estudos) pretende capacitar o aluno já
iniciado a entender e a articular melhor a sua própria experiência com o cinema
e o audiovisual, de forma mais aberta, ao mesmo tempo sensível e analítica.
Através da fragmentação da forma fílmica, num exercício obrigatório de análise
plano-a-plano 
(APP), o curso apresenta uma metodologia crítica básica
centrada num conjunto de teorias clássicas e contemporâneas cujo objetivo maior
é compreender e ampliar o repertório de diferentes e simultâneas estéticas do
cinema em suas inserções, históricas, político-econômicas, sócio-culturais.


 


Métodos 


O curso é
desenvolvido através de aulas expositivas excepcionalmente online, em
formato remoto através da plataforma Google Classroom e complementadas pela
leitura e discussão de textos previamente indicados na bibliowebgrafia e em
sala de aula,  pela exibição de filmes e/ou fragmentos de filmes, além do
exercício de prática analítica plano-a-plano (APP) e dos Encontros de
Monitoria. Serão recomendados programas extraclasse em modalidade remota
através de plataformas como o YouTube e outras, que sejam pertinentes aos
conteúdos aqui apresentados. Semanalmente serão programados também em formato
online encontros organizados pela monitoria para exibições e discussão de
textos e conteúdos complementares ao programa. Esses encontros acontecerão
sempre às segundas-feiras na parte da manhã.


Observação: conforme acentuado
aqui e reiterado na primeira aula, este programa serve, primordialmente, como
um guia de estudos individuais indicadores de temas, leituras e visionamento de
filmes de forma independente. Não significa que todos os conteúdos aqui
descritos consigam contemplar apenas um semestre letivo.


 


Programa 


 


1. Apresentação do
programa, expectativas. Definição dos grupos de análise plano-a-plano e escolha
dos fragmentos a serem analisados. Cinema clássico narrativo/cinema dominante:
definição de termos. Flutuações e ambiguidades num cinema experimental.


 


Textos básicos de
todo o curso, organizados sequencial e tematicamente (os textos que já estão em
formato PDF ou em outra plataforma digital estão organizados na pasta da
disciplina em duas categorias: bibliografía indicada e bibliografía
complementar.


 


Bordwell,
David.  “O cinema clássico hollywoodiano: normas e princípios narrativos”,
in RAMOS, Fernão (org), Teoria contemporânea do cinema, vol. II (São
Paulo: SENAC, 2005), 277-301 


Xavier,
Ismail. "A janela do cinema e a identificação", in O discurso
cinematográfico: a opacidade e a transparência 
(Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 1984), 11-18 e "A decupagem clássica". Ibidem, 19-30 


Bazin, André. "A
ontologia da imagem fotográfica" e "Evolução da linguagem
cinematográfica", in O que é o cinema? (São Paulo: Cosac Naify,
2014) 27-34; 95-112 


Dubois, Philippe. “Da
verossimilhança ao índice: pequena retrospectiva histórica sobre a questão do
realismo na fotografia”, in O ato fotográfico (Campinas: Papirus, 1999,
terceira edição), 23-56


Bernardet,
Jean-Claude. O que é Cinema (São Paulo: Brasiliense, 1981).


Marland, John; Robert
Edgar-Hunt e Steven Rawle. A linguagem do cinema. Porto Alegre: Bookman,
2013.


Marner, Terence. A
realização cinematográfica
. Lisboa: Edições 70, 2010.


Nagib,
Lúcia. “Rumo a uma definição positiva de World Cinema", in Cinema:
globalização e multiculturalismo
, catálogo. Rio de Janeiro: Caixa Cultural,
2014. 16-25


Oliveira Jr. , Luiz
Carlos. A mise-en-scène no cinema: do clássico ao contemporâneo.
Campinas: Papírus, 2013. 


 


Filmes sugeridos: 

Vidas secas, Brasil, 1963, dir. Nelson Pereira dos Santos; 

https://youtu.be/m5fsDcFOdwQ


 Cliente
morto não paga
 (Dead Men Don't Wear Plaid), EUA, 1983, dir. Carl
Reiner; Meshes of the afternoonEUA, 1943, dir. Maya
Deren; Alma no olho, Brasil, 1973, dir. Zózimo
Bulbul.  




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