TEORIA E PRÁTICA DAS NARRATIVAS

 

TEORIA E PRÁTICA DAS NARRATIVA

 Professor Maurício de Bragança



início 23/06 - todas as quartas

Aula 1 - Apresentação do programa 
Filme: 
Alma no Olho, de Zózimo Bulbul (Brasil, 1974)
https://www.youtube.com/watch?v=m3LcVNbFLW4





Niterói, 30/06 

Professor falando 

Sobre o cinema como entretenimento popular. 
Cinema ruidoso onde todos se manifestavam, filmes curtos, filmes com outras atrações. O modelo que temos hoje de ir para uma sala de cinema, e assistir cada um em uma poltrona, experiência individual com o filme, foi construída historicamente. Ele passou por um aburguesamento para ser utilizado como um artifício burguês. Imersão individual e aburguesamento da experiência do cinema, antes disso era muito popular. 

Narrativamente o cinema narrativo desconstrói esse lugar do filme onde tem " alguém olhando pra ele", vcs podem ver em um filme musical, que é um filme narrativo, neste momento da hora musical, o autor pode olhar para a camera, sem afetar a narrativa. 

o filme do corpo, a forma de 3 reações corporais. 1 pornografia, a forma como o corpo reage 2. emoção. 3. susto ( suspense)
O musical é combinação entre musical e narrativa. Tem uma interrupção para que se instaure o espetáculo ( o musical clássico holywoodiano). 

O cinema sempre esta dialogando com uma certa tradição com ruptura. Retoma estratégias, atualiza e sofistica ou modifica  de acordo com seu conceito de captação contemporanea. 

Demostrou o filme O mar bravo no youtube 

o cinema surge com a magia de capturar o movimento,  poder reproduzir o movimento da onda. Não tem nada de narrativo. 



1894 - Luis Martinetti, Contortionist


Olha como o corpo, a experiencia da ordem do corpo pro corpo, do corpo do ator pro expectador.
A gente está falando do falando do final do seculo 19, com o surgimento do trem, um novo momento, os automóveis. cria uma experiência com o corpo, colocado pela modernidade, imagine a relação de espaço de um corpo e um bonde. A dimensão do corpo em risco. No ultimo quartel do sec 19 surgem coisas como montanha russa. O corpo na experiência física. Globo da Morte, aquelas motos, com corpo vulnerável diante da máquina. 



As Cartas Vivas (1905). Dir.: Georges Méliès


Algumas coisas interessantes nesse filme, o cinema , dialogando mais uma vez com outra arte do entrenimento. Não tem narrativa, ainda está em disputa atratividade e atração.


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CORPO COMO EXPERIENCIA SENSORIAL



o TEMPO da maquina, da industria, a cronometragem. o tempo pensado na revolução industrial, nãoé mais o tempo da natureza. O tempo é do relógio na formulação do sujeito na experiência. O cinema encarna o papel do movimento, eu sou a liguagem do futuro, eu sou a tecnologia. 

O cinema como levar um lugar pro outro. 
A experiencia do olhar.

https://www.youtube.com/watch?v=FYjZ4KMmf5k

Assume os olhos da personagem, tem uma representação da ordem do teatro, uma camera frontal que esta ainda mantem a ordem da perspectiva do teatro.
A riquseza da experiementação do primeiro cinema, já traduzindo o expectador como um privilegiado, voyer. 
Na forma de expectatorialidade da ordem deste voyer, desse cara que está olhando dentro da fechadura. que é uma coisa que tem muito hvaer com este cinema como característica





O menino quase se reporta, quase tem a consciencia que está sendo observado. consciencia de um publico para o qual ele permorfa, consciência do expectador presente. a ideia do espetáculo que aciona uma certa atração experimental.
A camera te afeta. 
A auto conciencia do expectador é uma coisa que a linguagem narrativa, quebra, pois ele escamoteia a presença do expectador. Ilusionismo.
Consciencia do público muito experimental, o desenvolvimento da linguagem do cinema clarroio narrativa tb vai usar dos closes. Uma sobrancelha passa a ser um movimento grande, a encenação é da ordem do teatro. 

Atração aciona outra forma de expectatorialidade
Para pensarmos que o cinema classio narrativa é uma das formas, que se tornou hegemonica, mas que não é a única. Ele esta inserido dentro de uma disputa no campo das formas de cinema. 

Lewin Fitzhamon: A Fatal Sneeze (1907)




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