Plano decenal, atravessa governos federais, municipais e estaduais.
Pontua metas que precisam ser cumpridas
Os documentos legais são fonte para nós que tem um caráter de obrigatoriedade, a sociedade ganha meios para aquilo ser impositivo.
Importante compreender esses documentos para se orientar.
A diretriz curricular de cinema, que só surge em 2006. E depois disso, uma avalanche de cursos de cinema, pois antes, o cinema era dentro de comunicação.
Fomento e construções para o desenvolvimento da educação, uma ferramenta de fomento. Política de estado que os administradores públicos tem que se adequar. "
Resenha - Humberto Mauro - Cineasta da Saúde - DOI:10.3395/reciis.v5i1.451pt
Alice Ferry de Moraes - Dr. em Cincia da Informao. Pós-Dr. em Estudos Culturais. Pesquisadora do Laces (Laboratrio de Pesquisa em Comunicao e Sade)/Icict/Fiocruz - ferry@icict.fiocruz.br
A filmografia do cineasta brasileiro Humberto Mauro é extensa. Ela inclui treze filmes de ficção, sendo doze longas-metragens e um curta, além de 357 documentários dirigidos por ele no Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE), sobre geografia, física, literatura, artes, datas cívicas,
ciências e folclore, entre outros assuntos. A maior parte dos filmes por ele dirigidos no INCE (97) teve como tema a saúde. Deles só restam 35, que serão comentados aqui. Os filmes existentes, mesmo tratando de assuntos áridos, apresentaram a qualidade cinematográfica de Humberto Mauro. Tanto estes quanto os que não foram encontrados, ou que não existem mais, foram divididos em categorias para efeito de pesquisa , a partir da visualização e de informações das fichas técnicas existentes e conforme os momentos históricos em que eles foram rodados. Ao final deste texto, estão listados os filmes existentes, divididos em quatro categorias (filmes institucionais, difusão científica, educação
rural e ensino& pesquisa).
Havia os filmes institucionais (32, dos quais só restam dez) que faziam propaganda das ações
do então Ministério da Educação e Saúde (MES), ao qual o INCE estava subordinado. A função
de propaganda, em tese, seria atribuição do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP).
No entanto, o Ministro Gustavo Capanema optou pelo trabalho de Humberto Mauro. Por
intermédio deles, o MES mostrava, ao público em geral e aos profissionais da área, sua
atuação e, principalmente, as inovações promovidas por ele.
Os filmes abordavam, por exemplo, a fabricação de vacina de febre amarela pelaFundação
Rockefeller, que funcionava no campus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC); o abastecimento
d´água no Rio de Janeiro, uma vez que o Conselho Nacional de Águas e Energia Elétrica
(CNAEE) era subordinado ao MES; o próprio IOC (Instituto Oswaldo Cruz) foi foco de três
documentários dos quais só resta um; alguns hospitais e entre eles o de Curupaity e a Santa
Casa de Santos; entre os doze serviços nacionais, criados em 1941, foram abordados: o
Serviço Nacional de FebreAmarela, o Serviço Nacional de Tuberculose e o Serviço Nacional da
Lepra; fábricas de ampolas, medicamentos, como a penicilina, e a atuação do Serviço de
Produtos Profiláticos.
Os filmes de difusão científica (nove, dos quais só restam quatro) eram destinados ao público
em geral. Isso foi possível notar, não apenas pelas propostas de atuação do INCE, mas por
terem sido rodados em 35mm para serem exibidos em cinemas. Tiveram como conteúdo:
músculos do corpo humano, alimentação, puericultura, oxigênio e a indústria oftálmica. Eles
repassavam informação científica e tecnológica, utilizando uma linguagem simples e acessível.
Os filmes de educação rural (seis, dos quais só restam cinco) foram rodados nos anos 1950,
para a Campanha Nacional de Educação Rural (CNER), em coprodução com a United States
Agency for International Development (USAID). Como o próprio nome revela, eram destinados
ao homem do campo e sua educação, tendo como foco os cuidados com a saúde: uma alimentação saudável, o consumo de água potável, a utilização de fossas sanitárias e a construção de casas que evitassem a presença de insetos como, por exemplo, o barbeiro da doença de Chagas. O campo mineiro, locação desses filmes, inspirou Humberto Mauro para produzir, na mesma época e nos mesmos cenários, a sua famosa série Brasilianas.
Os filmes considerados de ensino e pesquisa (50 dos quais só restam 16) eram especiais por
juntar essas duas áreas de atuação do Ministério da Educação e Saúde.
Desde o início, o INCE - dirigido por Edgard Roquette-Pinto, médico, higienista e educador,
integrante e líder do movimento eugenista, além de um ferrenho nacionalista - deu especial
destaque à produção de filmes em saúde. Suas ideias e ideais induziram a difusão, pelas
produções do INCE, de descobertas científicas tais como a de Evandro Chagas sobre
leishmaniose visceral americana humana; de Carlos Chagas Filho, sobre o puraquê (peixe
elétrico amazônico, que provoca amortecimento) e a biofísica; ou as técnicas de esterilização
dos centros cirúrgicos, nos moldes de Pasteur, criadas por Maurício Gudin. O ginecologista e
citopatologista Orlando Baiocchi foi consultor sobre a saúde da mulher.
Cirurgias e tratamentos também foram temas, tendo merecido, em suas fichas técnicas, uma
anotação sobre indicação de uso: ensino superior. As pesquisas de Otávio de Magalhãessobre
escorpionismo e de Vital Brasil sobre o ofidismo foram disseminadas por documentários. Os
novos equipamentos empregados no campo da saúde, como a fluorografia coletiva de Manuel
de Abreu - filmada em 1939, ano em que seu invento ganhou o nome de abreugrafia, no I
Congresso Brasileiro sobre Tuberculose - e o microscópio eletrônico são alguns dos exemplos
de assuntos abordados nessa categoria. O público alvo era, sem dúvida, formado por profissionais e alunos de ensino superior da saúde.
Diversos cientistas, que atuaram como professores universitários da área da saúde e que
aparecem como consultores do INCE, pertenciam ao quadro de pesquisadores do IOC. Entre
eles, podem ser citados: Antônio Cardoso Fontes, Carlos Chagas Filho, Evandro Chagas,
Miguel Osório de Almeida, Oscar d´Utra e Silva, Otávio de Magalhães e Maurício Gudin, este
consultor de sete documentários sobre cirurgia e assepsia cirúrgica.
Entre os 35 filmes em saúde que ainda existem, 16 são sobre ensino e pesquisa. Eles eram, em sua
maioria, sem áudio, possibilitando a fala dos mestres e pesquisadores durante suas exibições; serviam
como ilustração de palestras em congressos nacionais e internacionais, além de atuarem como elemento pedagógico nas aulas universitárias.
Os ecos do movimento sanitarista, iniciado nos primeiros anos do século por Oswaldo Cruz, somados ao higienismo e ao eugenismo também tiveram reflexos na produção dos filmes de ensino e pesquisa do INCE. Sob a Era Vargas, o país ingressou em diversos movimentos mundiais e eles se refletiram na construção da pauta de produção do INCE. Entre esses movimentos havia o Welfare State, que auxiliaria o Brasil a se firmar como nação; o movimento educacional da Escola Nova, que tinha como base os desígnios de John Dewey e que inspirou o Movimento dos Pioneiros, no Brasil, sob a liderança de Francisco Campos e Anísio Teixeira, privilegiando a reforma do ensino superior e apostando no cinema como instrumento pedagógico.
Também exerceu forte influência, no Brasil, a mudança da educação médica ocorrida nos Estados Unidos e intitulada a Reforma Flexner. Ela preconizava o ensino de disciplinas biológicas e as práticas de laboratório, instaurando a cientificidade da medicina. A partir da missão brasileira aos Estados Unidos, sob a liderança de Oswaldo Aranha, no início de 1939 e após o final da Segunda Guerra Mundial, houve uma notória influência norte-americana no campo da saúde no Brasil. Passaram a prevalecer os programas de medicina preventiva e social patrocinados por agências norte-americanas. Destaca-se aqui a Fundação Rockefeller, que financiava o ensino e a pesquisa brasileira, e que atuava diretamente nas ações de saúde pública, fornecendo bolsas de estudo para a formação de professores e profissionais da área médica, em universidades norte-americanas.
Com as descobertas científicas, no final do século XIX e início do século XX, sobre as causas e agentes biológicos das doenças, pela microbiologia e pela bacteriologia, a medicina e a saúde pública passaram a adotar medidas de base biológica para o combate às epidemias e endemias. Os avanços na área da saúde tiveram expressão nas medidas terapêuticas e de prevenção de doenças contagiosas, no
saneamento, na nutrição adequada, na assepsia nos procedimentos cirúrgicos e na imunização contra doenças epidêmicas.
Novas tecnologias para diagnóstico e tratamento de doenças valorizaram as especializações
médicas. O hospital equipado com aparelhagens modernas passou a ser considerado também
um espaço acadêmico privilegiado.
A regulamentação do exercício da profissão dos médicos, em 1932, contribuiu para a
necessidade de atualização desses profissionais com relação a esse desenvolvimento científico
e tecnológico.
Por tudo que foi dito, o ensino e as ações médicas, mais as novas tecnologias, representadas
por novos instrumentos de diagnóstico e terapia, muitos deles criados por profissionais
brasileiros, foram temas dos filmes de ensino e pesquisa do INCE.
Fechando esse quadro, havia, por parte do governo, a intenção de formar uma cultura
nacional e o propósito de construção de uma nação com base na ideia de state building, a
partir da ciência pura e na ciência aplicada. Isso se refletiu particularmente na área da saúde
através das disciplinas, da metodologia de ensino e pesquisa, da participação efetiva do corpo
docente das universidades, nos anos 30. Esses avanços científicos eram traduzidos como
desenvolvimento econômico e político, e também como elementos que viabilizavam a
democracia e as transformações sociais. Um exemplo marcante da afirmação do Brasil
como um país desenvolvido cientificamente, foi a sua participação na Feira Mundial de Nova York,
de 1939, que exibiu durante um ano as mais modernas tecnologias e os resultados de pesquisa que contribuíam para uma melhor qualidade de vida e, ao mesmo tempo, eram amostras de progresso. Nessa Feira, o Brasil teve um estande, construído por Lucio Costa e Oscar Niemeyer, que foi considerado o segundo mais bonito entre todos os estandes das sessenta nações estrangeiras e organizações internacionais e dos 33 estados americanos, só perdendo para o da Suécia. Na inauguração do estande brasileiro, houve a apresentação da cantora Carmem Miranda, que ainda era pouco conhecida nos EUA. Na abertura da Feira, o discurso proferido por Franklin Roosevelt, presidente norte americano, foi transmitido em rede comercial de televisão, inaugurando essa forma de
comunicação naquele país.
O INCE apresentou, no estande brasileiro, doze filmes em saúde, dirigidos por Humberto Mauro. Metade deles era sobre avanços científicos ocorridos no Brasil, apresentando resultados de pesquisa em saúde. Um era sobre a sala asséptica criada pelo Dr. Gudin, outro sobre a pesquisa de fisiologia desenvolvida por Miguel Osório de Almeida, e mais três a respeito das pesquisas de Evandro Chagas sobre leishmaniose, tripanossomíase e endemias rurai. Todos eram pesquisadores do IOC. Havia, também, um filme a respeito do IOC como instituição. Era a imagem do Brasil-Nação, mostrando não apenas a importância de sua ciência ao mundo, mas também o avanço nas técnicas de filmagem.
Humberto Mauro gostava mais de filmar em preto e branco porque dava melhor “sensação de relevo quando a cena estava corretamente iluminada”. Tinha preferência por filmes mudos.Usava música incidental, particularmente do tipo erudita e brasileira, como foi o caso da obra de seu amigo, Heitor Villa Lobos. Filmou mais em 16mm, embora tenha utilizado película de 35mm. A duração de seus documentários era, majoritariamente, entre 2 a 19 minutos.
Trabalhou com diversos fotógrafos, entre eles dois filhos seus, mas preferia ter a função dupla de dirigir e fotografar, como fez na maioria dos filmes de ensino e pesquisa. Gostava de usar fotômetro e tripé, embora tenha utilizado “câmera-na-mão” em uma das filmagens sobre o Instituto Oswaldo Cruz. Seus enquadramentos eram simétricos e harmônicos, parecendo ser inspirados pelo art déco e pela arte marajoara, em voga na cultura brasileira naquela ocasião.
Suas imagens seguiam uma geometria, sendo muito usado um plano com imagem em
diagonal, quebrando uma possível monotonia. A micro-cinematografia foi usada por Humberto Mauro com propriedade e oportunidade. A utilização de meios didático-imagéticos como a animação, gráficos e desenhos, além das filmagens propriamente ditas, deram a esses filmes o verdadeiro significado de cinema educativo. As técnicas operatórias inovadoras foram registradas por Humberto Mauro. Imagens claras, posicionamento da câmera adequado e a fotografia de cada etapa do procedimento cirúrgico deixavam a impressão que, depois de assisti-los, o médico-cirurgião estaria apto para empreender o mesmo procedimento com segurança. Não havia improviso, nem mera ilustração científica. Havia uma preocupação em apresentar o que havia de melhor em matéria de ciência e cinema.
A influência de Roquette-Pinto, homem de visão, pioneiro no uso de diversas tecnologias, estava por trás dessas produções. A própria escolha de Humberto Mauro para dirigi-los é uma prova da busca pela qualidade delas. A produção de Humberto Mauro guarda lugar de destaque na filmografia brasileira. Sua obra é genuína, única e poética. Seus filmes em saúde, produzidos no INCE, conservam esses valores, além de serem documentos sobre a saúde do Brasil. Ele ficou célebre por associar o ato de filmar a uma cachoeira e a água esteve presente em sete dos filmes em saúde do INCE que ainda existem. Glauber Rocha afirmava que Humberto Mauro era o pai do cinema brasileiro.
Títulos e ano de produção dos filmes em saúde, dirigidos por Humberto Mauro, que ainda existem:
a) Filmes Institucionais
1. Febre amarela – Preparação da vacina pela Fundação Rockefeller – 1938
2. Instituto Oswaldo Cruz – Rio de Janeiro – 1938
3. Abastecimento d´água do Rio de Janeiro – captação – 1939
4. Abastecimento d´água do Rio de Janeiro – fabricação de tubos – 1939
5. Abastecimento d´água do Rio de Janeiro – represas – 1939
6. Hospital Colônia de Curupaity – novas instalações – 1939
7. Combate à lepra no Brasil – Serviço Nacional da Lepra – 1945
8. Assistência Hospitalar no Estado de São Paulo – 1946
9. Indústria farmacêutica no Brasil – 1948
10. Endemias rurais – seus produtos profiláticos e terapêuticos – 1960
b) Filmes de Difusão Científica
1. Os músculos superficiais do corpo humano – 1936
2. Os músculos superficiais do homem – 1936 (16mm)
3. Lentes oftálmicas – Indústria – 1953
4. O oxigênio – suas aplicabilidades – 1958
c) Filmes de Educação Rural
1. Higiene rural – fossa seca - 1954
2. A captação da água – 1954
3. O preparo e conservação de alimentos – 1955
4. Construções rurais – fabricação de tijolos e telhas – 1956
5. Poços rurais – água subterrânea – 1959
d) Filmes de Ensino e Pesquisa
1. Preparo da vacina contra a raiva – 1936
2. Microscópio composto – nomenclatura – 1936
3. Método operatório do Dr. Gudin – 1938
4. Fisiologia geral – Prof. Miguel Osório – Inst. Manguinhos – 1938
5. Fluorografia coletiva – método do Dr. Manuel Abreu – 1939
6. Estudos das grandes endemias – 1939
7. Leishmaniose visceral americana – 1939
8. O puraquê – 1939
9. Técnica de autópsia em anatomia patológica – 1940
10. Sífilis vascular e nervosa – 1942
11. Coração físico de Ostwald – 1942
12. Miocárdio em cultura – potenciais de ação – 1942
13. Convulsoterapia elétrica – 1943
14. Gastronomia asséptica – técnica operatória – 1948
15. A cirurgia dos seios da face – 1952
16. Sistematização de colpomicroscopia – 1953
Para ver ou obter cópias dos filmes, procurar:
CTAv/SAV/MinC – Setor de Pesquisa
Tel: (21) 2580-3775
130
Avenida Brasil, 2482 – Benfica
20930-040 – Rio de Janeiro – RJ
pesquisa.ctav@cultura.gov.b
Palavras captadas em aula **
" Os estados nacionais eles lançaram mão do cinema , ele foi apropriado com a perspectiva de contar uma história. Este lugar foi exacerbado nos países totalitários.
Não foi o único evento de apropriação do estado com o cinema. Só que os fascistas fizeram de uma forma, que os filmes foram usados para a criação de uma identidade nacional.
E no caso brasileiro, no Âmbito da educação. Não foi exclusivo do Vargas ou do Mussolini.
NA França também se tem criação com incentivo público ( filmes científicos).
O texto da Alice, mostra pra gente, qual o perfil dos 367 filmes que foram feitos no INCE ( nascido em 37 e "morreu" em 67, no início da televisão, e com a criação da tv educativa ).
É uma marca da história do cinema brasileiro, entendermos em que lugar estava situado, estava subordinado ao departamento de propaganda.
O cinema pelo auto custo e pela sua alta dependência financeira, estava muito veiculado a difusão das idéias de quem tinha o suporte para realizar. E quem era°? O estado. Usando como ferramenta de educação e difusão de idéias.
Nos EUA se criou um pacto de difundir uma visão de mundo, olhar de hegemonia a partir desta identidade demostrada.
Cinema e Política
Cinema após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) “torna-se objeto de preocupação dos
Estados interessados em conquistar simbolicamente um número cada vez maior para a sua
causa”
“O primeiro ministro inglês faz, em 1917, um convite ao David Griffith a fim de que ele
realizasse um filme de propaganda para os britânicos destinados aos americanos com o
Professor pontua sobre o texto que refaz a trajetória do INCE
Reconhecendo seu valor e o valor do Humberto Mauro, para a pedagogia do cinema
E o conjunto de materiais: cinema para a escola
Trazem certo contexto importante marcar que a primeira iniciativa que de alguma maneira se tornou presente no campo do cinema para escola, colocam essa dimensão do cinema para a escola, para ser usado no ambiente escolar
* artigo da Anita Leandro para pensar que cinema nos queremos dentro da Educação.Esse texo é um fundamento do curso para pensar com clareza para pensar as possibilidades do cinema na educação.
Pedagogia de Humberto Mauro: a natureza em Azulão e O João de Barro
promove o debate sobre as possibilidades, podemos não estar utilizando o cinema da maior maneira, não se dá o tamanho espaço para o cinema ser um elemento de aprendizagem. A preocupação, devemos estar atentos para a problematização para o uso restrito do cinema como entretenimento. Muitos trabalhos animados ficam atrelados a exposição de uma narrativa de um texto. Alguns trabalhos que são feitos de animação, trabalhando com letras. Dimensão do educativo, dentro de uma pedagogia. O que as imagens e sons vão estar trazendo para dentro de uma sala de aula? Na escolha do filme, a gente escolhe que conteúdo e o que a gente quer tratar.
Pediu resenha do encontro de hj. Um ou dois fragmentos da discussão e de qual dos textos, e desenvolve um pensamento através deste fragmento.
pedaços salvos:
Um ponto que é necessário ter cuidado também na escolha do que é nacional é que nem sempre o que é feito aqui representa o que acontece "aqui". Tipo novelas que retratam um estilo de vida das classes altas, com uma visão elitista, e vende pro mundo a ideia de que Brasil é só isso, ou quando mostra outras classes mostra de forma marginalizada.
Tem uns filmes que parecem tratar de forma "caricata" (não sei se é a palavra certa) e reforça alguns estereótipos.
Luis Claudio
19:01
Essa estética industrial de muita técnica e efeitos tira o conteúdo da produção
Julia Vidal Monclar
19:01
SIM eu lembrei mt de picapau
Ana Cecilia De Oliveira Santos
19:02
e ainda produz o que a sociedade quer ver e ouvir para vender
não para educar
Ana Cecilia De Oliveira Santos
19:04
e acaba só a continuar a reproduzir preconceitos
entre outros
Melissa Santos Pereira
19:10
acho que essa questão que o isaqui trouxe pode até limitar a capacidade de observação do educando, como se dependesse de uma voz narrando, o que volta nisso que estamos conversando de que o cinema trazido não desafia intelectualmente o expectador
- MIGLIORIN, Cezar. Política. In: Inevitavelmente Cinema - educação, política e mafuá. Rio de Janeiro: Azougue, 2015. p. 33-73
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- NOVA, João Luiz Leocadio da & GUERREIRO, Alexandre Silva. Curadoriaeducativa de mostras cinematográficas em escolas públicas. XVIII Estudos de Cinema e Audiovisual Socine – Anais de Textos Completos – Fortaleza, 2014 – p. 547- 553
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